Os dias da minha infância

Ao ver o dia raiar,
Punha-se a cantar
Com a devoção de quem reza,
Com a emoção de quem abraça,
Com a sedução de quem beija.
Assim cantava aquele sabiá,
Empoleirado, lá no alto do jacarandá.
Dias bem-aventurados
Aqueles da minha infância em que acordávamos ao som do lirismo triste desses fados.

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