O silêncio falou mais alto

Era sempre assim: quando eu falava A, ele entendia Bê. Daí decidi lançar mão do Cê, e ele me veio com um “o quê?”. Tentei então a língua do Pê…, pra quê! Levou pro lado pessoal. A linguagem dos sinais foi mais uma que, em vã tentativa, viu-se frustrada: na mistura com nossas cicatrizes, acabou toda borrada. Estávamos tão cegos, que nem em Braille conseguíamos nos “ler”: pura cegueira emocional, vai ver. Teria esperança no esperanto, mas como?, se nem o inglês teve vez. Queríamos virar a página, mas antes teríamos de estar na mesma…, e não estávamos.
A linguagem corporal, como era de se esperar, logo veio pedir a palavra pra nosso cansaço denunciar. Não tardou, a partir daí, para que, enfim adormecidos, finalmente nos calássemos.

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