Na calada do dia

Na calada do dia, ela caminhava,
Sob o sol do meio-dia, sol a pino,
Que não só a aquecia, como também ardia, queimava.
Seu corpo enfraquecia, sua alma alquebrava.
Ainda assim, seguia, continuava.
Não havia alternativa: de seu destino era escrava.
Quando lhe perguntavam pra onde ia, não respondia, apenas baixava a cabeça e chorava
Lágrimas que mal chegavam a ver o dia, pois assim que nasciam em seus olhos, a dureza de sua condição logo as secava.
Mais tarde, sem forças, viu-se caída no chão, vazia de vida.
A sua acabava ali, enquanto o mundo ao redor girava,
Indiferente a mais essa morte,
A morte de mais uma trava.

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